Quando entrei na escola, um minuto após de seus portões terem sido abertos, fui correndo comprar meu primeiro café do semestre letivo com as sempre simpáticas funcionárias da cantina, e, surpresa: como mudou de mãos o espaço da cantina, para um administrador que parece que vai tranformar aquilo em uma lanchonete cara e sem aquela sensação caseira que a anterior nos fornecia, só irá abrir daqui a duas semanas, fato terrível. Então vi uma amiga de sala, e começamos a conversar. Depois, quando mais gente começava a chegar e o horário da aula a se aproximar, fomos 'conferindo' os calouros do semestre mas sem toda a estupidez do bullying nos alunos novos, o que é desnecessário porque apenas pelo fato de eles não reconhecerem o colégio tão bem como nós, os veteranos - no nosso caso, como segunda fase, quase veteranos - eles já se sentem terrivelmente mal. Os olhares estranhos e intimidadores para eles também não ajudam, mas a monofase sobrevive e volta no próximo semestre mais esnobe para continuar com a tradição do bullying em todo começo de semestre.
Ao começar a aula tivemos a chata e já com acomodado ódio aula de matemática, mas como ainda não temos professor recorrente tivemos que aguentar 55 minutos de pura enrolação, com uma patética professora lá na frente nos dizendo coisas que já sabíamos. Após isso, a aula de química, onde tivemos matéria e rapidamente aprendemos o básico de balanceamento. Depois, recreio e seus indispensáveis 20 minutos, que iriamos usar para adaptar, vamos dizer assim, ao espaço físico do colégio os calouros mas como estávamos com muita fome e deliberada vontade de sair da instituição, fomos até o supermecado vizinho a escola. E então a aula de português, que para minha alegria foi grande parte intercalada com matéria filosófica, com referências até ao incrível Baudelaire, que inventou a teoria do modernismo. Discutimos o que era cultura e como influenciava, e, claro, houveram discussões entre os alunos - sendo eu um dos protagonistas - sobre a equivocada impressão de que os brasileiros tem de que só o nosso emergente país sofre estereotipação e preconceito, como se a maioria dos brasileiros adultos (isto é, os que tem opinião formada) não tivessem estereótipos criados sobre outros países, como Estados Unidos e principalmente aqui na cidade, os vizinhos do Mercosul. Foi uma das melhores aulas de português que eu tenho a muitos anos, simplesmente pelo fato da menção a filosofia e globalização. Incrível.

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