Livro da Semana

A Desobediência Civil por Henry David Thoreau, livro com idéias que formularam o movimento anarquista contemporâneo.
Não é dever de um homem, na verdade, devotar-se à erradicação de qualquer injustiça, mesmo a maior delas. (...) Mas é seu dever, ao menos, lavar as mãos em relação a ela e não lhe dar seu apoio em termos práticos.

sobre o blog

Apenas algumas idéias práticas que coincidam com meu dia-a-dia, com doses cavalares de ironia, excitação, ódio, alegria e toda a gama variada de sentimentos por qual um adolescente comum é submetido. 
Não direcionado a exibição de nada, ao menos exposição de idéias para pessoas próximas. Por isso, não interprete errado

Conclusão extremamente triste

Eu não sei bem o que eu poderia escrever. Bem, talvez eu esteja errado, talvez o meu ponto de vista dessa vez esteja errado. Talvez eu finalmente tenha que admitir os meus erros bem alto e para todo mundo ouvir, e virar uma máquina para agradar todas as pessoas perfeitinhas ao meu redor. Eu tinha uma amiga que eu nunca imaginaria que fosse virar minha amiga. De cara pensei que ela fosse uma daquelas menininhas metidas e mimadas, que eu inexoravelmente odeio, e se não odeio, me irrito sempre. Mas ela não era. Ela era legal, inteligente, e tinha uma cabeça formada. Não se deixava levar por opiniões alheias e ouvia, analisava, e respondia essas opiniões. Tínhamos compatibilidade em alguns gostos, poucos, mas tínhamos. Dividiamos sugestões e chegamos a um grau de confiança num tempo recorde para mim. Mas, infelizmente, após o intervalo de inverno, isso acabou. Se separamos e ela mudou de um modo insuportavelmente extremo. Talvez influência; mas influência só se dá quando a pessoa se deixa levar, e também meu intuito não é culpar, de modo algum, ninguém. Convivência e estilo de vida são coisas que podem se misturar, e nesse caso realmente aconteceram. Talvez a convivência dessa primeira pessoa com uma segunda que é mimada ao extremo tenha a influenciado, porque, sinceramente, a primeira parece uma cópia da segunda. E é triste pensar que a segunda e algo próximo a uma Menina-Capricho, termo que uso para descrever menininhas que passam sua vida adolescente falando de meninos, roupas, mais meninos, e maquilagem. Elas tem mais de 14 anos mas agem como menininhas de 8. São esnobes, fúteis e se acham superior do que a maior parte da população - menos os meninos que aparecem na sua revista favorita, que é, claro, a Capricho. É triste, mas elas existem aos montes e se multiplicam com o avanço das modas que chegam sem atraso toda estação. 
Meus amigos da escola e meus amigos fora dela são coisas que eu mantenho separado. Não por medida de cautela, ou medo, nem nada do tipo, mas são duas vidas sociais diferentes e dois grupos de pessoas completamente opostas. Devo dizer que o meu grupo da escola e talvez mais variado - e maior, ao menos quatitativamente - do que o de fora dela. Talvez porque o meu grupo de fora eu limite apenas aos meus amigos de verdade, por quem sentimos falta e dividimos sentimentos, sem pré-julgamento. Já os da escola é por causa da convivência mesmo. Claro que, mesmo nesse curto período de tempo - aliás, para minha surpresa -, fiz alguns amigos em que, ao menos em alguma parcela, já confio e acolho, mas alguns eu realmente não considero como amigos, no que eu considero o verdadeiro sentido da palavra. Meus outros amigos são mais despreocupados, menos estressados e subsequentemente mais incosequentes, mas - talvez por conhecer a mais tempo, ou pela medida de identificação mesmo - demonstram mais amizade. Não que eu demonstre muita amizade, mesmo as pessoas mais possivelmente próximas de mim, ao menos não por palavras. Sou discreto e até as vezes seco, o que pode ser interpretado como se eu não desse importância as pessoas e as achassem recicláveis, o que é extremamente o oposto de mim. Na verdade, eu passo tanto tempo preocupado com meus amigos - ou, melhor, o que eles querem e o quão se importam comigo - que eu me surpreendo. Tenho mania de perserguição e suspeita, como se tudo fosse alguma exclamação contra mim ou como se tal pessoa não goste de mim, sem contar a óbvia dificuldade de me expôr, o que, naturalmente, eu considero um risco enorme a se correr e uma barreira enorme a transpôr.
Muitos pensam que eu não tento melhorar meus defeitos internos, como se não fosse uma das coisas com qual mais eu me preocupo. Algumas pessoas simplesmente agem como se tudo fosse perfeito e todos devem se adequar a norma da perfeição, o que é impossível. Não somos elementos fabricados numa revista rosa para pré-adolescentes, somos pessoas, com defeitos, dificuldades, necessidades. Pode ser difícil para algumas pessoas admitirem isso, mas, acredite, é mais difícil para o outro ver você não admitindo isso.

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